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Quem sou eu

mavi pugliesi
Quem fala que sou estranho É porque não conheçe o capibaribe! Já andou de zepelin, ou sequer me viu nadar Nada que os néons me mostrem não vi boiar entre as plumas do Cão Fulano,cachorro,beltrano,um Feto... Seja planta seja bixa seja um amor ou algo desumano Quando quero saber o que ocorre em minha alma Fecho a porta e transcendendo devoro-me Experimentando de toda dor um pouco e claro me iludindo Quero crer nas putas que fazem dos becos lares Não me iludo com o futuro O Demônio devora-me a cada instante O tempo é um remédio pior do que a cura E a cura do futuro é um instante desconhecido A tudo ser sem escrúpulos A tudo fenecer com crepúsculos É o coringa da última rodada Carta marcada áquem da razão Na cadência de diferentes baques Quem fala de mim tem tesão. _Poema feito em homenagem a Wally Salomão e João cabral de Melo Neto
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Eugênia Lima realiza debate sobre uso medicinal da cannabis

Debate reuniu pacientes, familiares, profissionais de saúde e pesquisadores

Foto: Tiago Calmon

A Câmara de Vereadores de Olinda realizou, nessa quarta-feira (08), uma Audiência Pública para discutir o uso terapêutico da cannabis e avançar na construção de políticas públicas voltadas ao cuidado, à informação e ao acesso à saúde. A iniciativa foi da vereadora Eugênia Lima (PT), em parceria com o coletivo Fibromialgia Sem Fronteiras e o Instituto Anthony Lacerda.

O encontro, intitulado  "Uso terapêutico da cannabis e práticas integrativas no cuidado ao autismo e à fibromialgia” reuniu pacientes, familiares, profissionais de saúde, pesquisadores e ativistas que atuam na defesa de tratamentos mais acessíveis e eficazes, além de representantes da Secretaria Municipal de Saúde.

O debate ganha relevância diante da realidade enfrentada por milhares de famílias, especialmente de pessoas autistas e pacientes com fibromialgia, que lidam diariamente com o alto custo de medicamentos, a falta de acesso a alternativas terapêuticas e o preconceito que ainda cerca o uso medicinal da cannabis.

A Audiência Pública contribuiu na ampliação do diálogo entre sociedade civil e poder público, trazendo evidências científicas, experiências práticas e relatos de quem vive na pele a necessidade de um cuidado mais humanizado.

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