Escolha dos editores

3/recent/post-list

Pesquisar este blog

Quem sou eu

mavi pugliesi
Quem fala que sou estranho É porque não conheçe o capibaribe! Já andou de zepelin, ou sequer me viu nadar Nada que os néons me mostrem não vi boiar entre as plumas do Cão Fulano,cachorro,beltrano,um Feto... Seja planta seja bixa seja um amor ou algo desumano Quando quero saber o que ocorre em minha alma Fecho a porta e transcendendo devoro-me Experimentando de toda dor um pouco e claro me iludindo Quero crer nas putas que fazem dos becos lares Não me iludo com o futuro O Demônio devora-me a cada instante O tempo é um remédio pior do que a cura E a cura do futuro é um instante desconhecido A tudo ser sem escrúpulos A tudo fenecer com crepúsculos É o coringa da última rodada Carta marcada áquem da razão Na cadência de diferentes baques Quem fala de mim tem tesão. _Poema feito em homenagem a Wally Salomão e João cabral de Melo Neto
Ver meu perfil completo

Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla reforça desafios no acesso a direitos no Brasil

Especialista destaca falta de informação e entraves burocráticos enfrentados por milhões de brasileiros

Psicopedagoga Cinthia Cardoso - Foto: Divulgação

A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada de 21 a 28 de agosto, evidencia a importância da inclusão e também os desafios ainda enfrentados por essa população no acesso a direitos básicos. Apesar de avanços recentes, como a criação do Caderno sobre o Direito das Pessoas com Deficiência, lançado pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Conselho Nacional de Justiça, ainda há dúvidas sobre quem pode ser considerado pessoa com deficiência (PCD). O termo abrange diferentes condições, como deficiências físicas, sensoriais (visual e auditiva), intelectuais e múltiplas, além de condições do neurodesenvolvimento que impactam a autonomia e a participação social. 

De acordo com o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o que representa 7,3% da população com 2 anos ou mais de idade. Mesmo com esse contingente expressivo, muitos ainda enfrentam dificuldades para acessar benefícios previstos em lei, como a aposentadoria. De acordo com a psicopedagoga e analista de comportamento Cinthia Cardoso, da Clínica Nuno Desenvolvimento, a falta de informação ainda é um dos principais obstáculos. “Muitas famílias não sabem que têm direito a determinados benefícios ou não conseguem acessá-los por conta da burocracia e da dificuldade em comprovar a condição”, explica.

Especialista no atendimento a pessoas neurodivergentes, Cinthia destaca que, no caso das deficiências intelectuais e das condições do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), os desafios vão além do reconhecimento legal. “Existe uma grande dificuldade no acesso à informação e na compreensão dos direitos, o que impacta diretamente a qualidade de vida dessas pessoas e de suas famílias”, afirma. 

Cinthia também chama atenção para a distância entre o que está garantido na legislação e o que, de fato, é aplicado no dia a dia. Segundo ela, ampliar o acesso à informação e fortalecer o debate público são passos essenciais para garantir que esses direitos saiam do papel. “É fundamental que a sociedade compreenda melhor quem são as pessoas com deficiência e quais são seus direitos, para que possamos avançar na construção de uma realidade mais inclusiva”, reforça.

Postar um comentário

0 Comentários

ADS da GOOGLE