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mavi pugliesi
Quem fala que sou estranho É porque não conheçe o capibaribe! Já andou de zepelin, ou sequer me viu nadar Nada que os néons me mostrem não vi boiar entre as plumas do Cão Fulano,cachorro,beltrano,um Feto... Seja planta seja bixa seja um amor ou algo desumano Quando quero saber o que ocorre em minha alma Fecho a porta e transcendendo devoro-me Experimentando de toda dor um pouco e claro me iludindo Quero crer nas putas que fazem dos becos lares Não me iludo com o futuro O Demônio devora-me a cada instante O tempo é um remédio pior do que a cura E a cura do futuro é um instante desconhecido A tudo ser sem escrúpulos A tudo fenecer com crepúsculos É o coringa da última rodada Carta marcada áquem da razão Na cadência de diferentes baques Quem fala de mim tem tesão. _Poema feito em homenagem a Wally Salomão e João cabral de Melo Neto
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Alfabetização para além de aprender a ler e escrever: como preparar crianças para compreender o mundo na era digital

Especialistas destacam a importância de desenvolver, desde os primeiros anos, habilidades de leitura, interpretação e pensamento crítico diante das transformações digitais

Foto: Reprodução

Aprender a ler e escrever é uma das principais etapas da vida escolar, mas, em um mundo marcado pela circulação cada vez mais rápida de informações, o processo de alfabetização ganha novos desafios. Para além de reconhecer letras, formar palavras e produzir textos, as crianças precisam desenvolver, progressivamente, habilidades que permitam compreender diferentes linguagens, interpretar informações e se expressar com autonomia, inclusive diante dos conteúdos que circulam no ambiente digital.

A presença cada vez maior das tecnologias no cotidiano amplia a discussão sobre o que significa estar alfabetizado atualmente e sobre quais competências precisam ser desenvolvidas desde os primeiros anos escolares. Nesse contexto, a alfabetização passa a envolver também o contato com diferentes linguagens e formas de produção de conteúdo, sem deixar de lado as habilidades fundamentais de leitura e escrita.

Construção de sentidos

Para Luiz Ventura, Gestor Pedagógico do Colégio Salesiano Recife, o contato com diferentes formas de linguagem faz parte de uma formação que vai além da decodificação de palavras. “É também um processo de construção de sentidos, que envolve compreender o que se lê, saber se expressar, ampliar o repertório e desenvolver a capacidade de pensar criticamente sobre as informações que chegam até a criança”, explica.

Na prática, a alfabetização pode ser trabalhada a partir de experiências que aproximam a criança da linguagem em diferentes contextos. “No Salesiano, usamos livros, histórias, músicas, brincadeiras, conversas, desenhos e atividades de escrita para ajudar a ampliar o vocabulário e a compreensão, enquanto recursos tecnológicos são incorporados de maneira planejada para apresentar outras possibilidades de leitura e produção”, detalha.

“Isso não significa substituir o contato com atividades tradicionais de alfabetização por telas. A tecnologia pode ser utilizada como uma ferramenta complementar, dentro de propostas que estimulem a curiosidade e a participação dos estudantes”, reforça Luiz. O objetivo é que a criança compreenda que a informação pode aparecer em diferentes formatos e desenvolva condições para interpretar aquilo que lê, vê e ouve.

Alfabetização e letramento digital

Em uma realidade na qual as crianças têm contato cada vez mais cedo com diferentes conteúdos digitais, o domínio da leitura e da escrita continua sendo indispensável. A partir dessas habilidades, os estudantes desenvolvem progressivamente a capacidade de interpretar informações, estabelecer relações e construir senso crítico para lidar com diferentes mídias e conteúdos digitais.

Nesse processo, a formação digital também ganha espaço. A Base Nacional Comum Curricular para a Computação (BNCC Computação), documento complementar à BNCC, apresenta três eixos: Pensamento Computacional, Mundo Digital e Cultura Digital. Eles orientam o desenvolvimento, desde os primeiros anos, de habilidades relacionadas à lógica e à resolução de problemas, à compreensão das tecnologias e ao uso consciente e responsável dos recursos digitais.

No Colégio Salesiano Recife, a Coordenadora de Tecnologia Educacional, Joselma Silva, explica que esses eixos são trabalhados gradualmente e integrados ao processo de aprendizagem, de forma interdisciplinar, conectando diferentes áreas do conhecimento. “As ferramentas digitais que utilizamos no processo de alfabetização, como Jovens Gênios, Árvore de Livros e EdifyPlay, também incorporam recursos de Inteligência Artificial, que atuam como suporte, gerando trilhas de estudos específicas e personalizadas que podem contribuir com o processo de alfabetização”, exemplifica.

“A proposta é formar crianças que, além de saber ler, consigam compreender e questionar as informações e conteúdos aos quais têm acesso, desenvolvendo autonomia e pensamento crítico para lidar com as transformações digitais que fazem cada vez mais parte do cotidiano”, finaliza.

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