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mavi pugliesi
Quem fala que sou estranho É porque não conheçe o capibaribe! Já andou de zepelin, ou sequer me viu nadar Nada que os néons me mostrem não vi boiar entre as plumas do Cão Fulano,cachorro,beltrano,um Feto... Seja planta seja bixa seja um amor ou algo desumano Quando quero saber o que ocorre em minha alma Fecho a porta e transcendendo devoro-me Experimentando de toda dor um pouco e claro me iludindo Quero crer nas putas que fazem dos becos lares Não me iludo com o futuro O Demônio devora-me a cada instante O tempo é um remédio pior do que a cura E a cura do futuro é um instante desconhecido A tudo ser sem escrúpulos A tudo fenecer com crepúsculos É o coringa da última rodada Carta marcada áquem da razão Na cadência de diferentes baques Quem fala de mim tem tesão. _Poema feito em homenagem a Wally Salomão e João cabral de Melo Neto
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Banco do Nordeste irá disponibilizar R$ 7,28 bilhões do FNE para Pernambuco em 2027

Valores programados para o próximo ano serão 16% acima do direcionado para o estado em 2026. A distribuição dos recursos por segmento foi discutida nesta sexta com entidades do setor produtivo

Crédito das fotos: João Alberes

A economia de Pernambuco deverá receber mais de R$ 7,28 bilhões em crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para apoiar projetos em 2027. Os valores são 16% acima do programado para o ano de 2026 e foram anunciados pelo superintendente do Banco em Pernambuco, Hugo Luiz de Queiroz, nesta sexta-feira, 11, em reunião com representantes de entidades ligadas ao desenvolvimento, órgãos governamentais e líderes do setor produtivo.

Os recursos do Fundo são utilizados para financiar projetos produtivos nos diversos setores da economia para estimular a geração de emprego e renda, modernização da produção, expansão de cadeias produtivas e criação de novos negócios, além de financiar a infraestrutura necessária para atrair novos investimentos.

No encontro, realizado na sede da superintendência do BNB, no Recife, Hugo Queiroz, ressaltou a importância do diálogo com o setor produtivo como forma de otimizar os recursos e atender demandas importantes para a sociedade. “Esse encontro é o momento de, respeitando os limites normativos, discutir novidades. O Retrofit Recife é um programa que surgiu a partir de uma reunião como essa e foi uma contribuição da sociedade que permitiu financiar imóveis de uso misto com recursos do FNE”, exemplifica.

De acordo com Hugo Queiroz, os R$ 7,28 bilhões do FNE programados para 2027 serão distribuídos entre as atividades de infraestrutura (R$ 1,7 bilhão), pecuária (R$ 1,6 bilhão), comércio e serviços (R$ 1,53 bilhão), indústria (R$ 1,35 bilhão), agricultura (R$ 847 milhões) e turismo (R$ 214 milhões).

Durante o evento de anúncio da programação do FNE 2027, representantes do Banco e do setor produtivo debateram a distribuição do orçamento por segmento econômico: agricultura, comércio e serviços, indústria, infraestrutura, pecuária, pessoa física e turismo.

O superintendente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco, Marcelo Guerra, achou a reunião produtiva e defendeu o direcionamento de recursos para que o setor aumente a produção no estado. “Na safra 2025/2026, a produção de cana de açúcar foi de 13 milhões de toneladas, mas há potencial para chegar a 16 milhões de toneladas nos próximos anos, retomando o crescimento na safra 2026/2027, já iniciada”, afirma. A estimativa é que o setor gere cerca de 75 mil empregos diretos e 200 mil indiretos em Pernambuco. 

Retorno de financiamentos

Hugo Queiroz destacou a importância da boa gestão que o Banco do Nordeste faz dos recursos para que os valores retornem ao Fundo Constitucional e passem a financiar novos projetos. “O FNE criado pela Constituição de 1988 é composto por parte de recursos de alguns impostos federais por meio do Tesouro Nacional, mas a maior parte, cerca de 70% dele, é formada pelo retorno das aplicações do BNB nos exercícios anteriores”, esclarece.

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