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mavi pugliesi
Quem fala que sou estranho É porque não conheçe o capibaribe! Já andou de zepelin, ou sequer me viu nadar Nada que os néons me mostrem não vi boiar entre as plumas do Cão Fulano,cachorro,beltrano,um Feto... Seja planta seja bixa seja um amor ou algo desumano Quando quero saber o que ocorre em minha alma Fecho a porta e transcendendo devoro-me Experimentando de toda dor um pouco e claro me iludindo Quero crer nas putas que fazem dos becos lares Não me iludo com o futuro O Demônio devora-me a cada instante O tempo é um remédio pior do que a cura E a cura do futuro é um instante desconhecido A tudo ser sem escrúpulos A tudo fenecer com crepúsculos É o coringa da última rodada Carta marcada áquem da razão Na cadência de diferentes baques Quem fala de mim tem tesão. _Poema feito em homenagem a Wally Salomão e João cabral de Melo Neto
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Do primeiro passo ao último brinde: Corrida do Vinho celebra sua 7ª edição no Sertão pernambucano

Prova reuniu cerca de 1.500 corredores em percursos dentro da Vinícola Rio Sol e encerrou a programação com a tradicional Festa do Espumante

Alegria na chegada (Flávio Quadros / Corrida do Vinho)

O cenário de parreirais da Vinícola Rio Sol ganhou um movimento diferente na manhã deste domingo (13). Cerca de 1.500 corredores ocuparam os caminhos da propriedade durante a 7ª Corrida do Vinho, realizada em Lagoa Grande (PE), no Vale do São Francisco. Promovida pela Cronos Chip, em parceria com a Vinícola Rio Sol e com apoio institucional da Prefeitura de Lagoa Grande, a prova reuniu participantes de diferentes regiões do país que, entre passadas, paisagens e degustações ao longo do percurso, viveram a experiência que faz da Corrida do Vinho a mais charmosa do Brasil.

Com largada às 7h, os participantes percorreram dois trajetos dentro da propriedade: Chenin Blanc, de 5 km, e Chardonnay, de 10 km. Ao longo do caminho, os parreirais dividiram espaço com pontos de hidratação com água e degustações de vinhos e espumantes, uma das características que diferenciam a Corrida do Vinho das tradicionais provas de rua.

Para o coordenador da Corrida do Vinho, Natanael Barros, a sétima edição representa a consolidação de um evento que cresceu ao longo dos últimos anos e passou a atrair corredores de diferentes partes do país.

“Chegar à sétima edição com cerca de 1.500 participantes e receber pessoas de tantas partes do Brasil mostra o quanto a Corrida do Vinho cresceu e conquistou seu espaço. É muito gratificante olhar para a vinícola cheia, acompanhar a energia dos corredores e perceber que construímos um evento que as pessoas querem conhecer e, principalmente, voltar a viver. Terminamos mais uma edição com a sensação de dever cumprido e já pensando em como tornar a próxima ainda melhor”, afirma Natanael.

A diversidade também esteve presente na origem dos participantes. A edição reuniu corredores de 134 cidades, distribuídas por 18 estados e pelo Distrito Federal, com representantes das cinco regiões do Brasil. Pernambuco liderou em número de participantes, com 467, seguido pela Bahia, com 398, e pelo Ceará, com 182.

Além dos números, a experiência de quem percorreu os caminhos da vinícola ajuda a contar a história da sétima edição. Entre os estreantes estavam Francianne Alencar, de 52 anos, e o esposo, Osglauter Isídio, de 59 anos, de Paulista (PE). Acostumados a participar de corridas de rua, os dois conheceram a Corrida do Vinho pela primeira vez e já planejam retornar.

“A experiência foi fantástica. Vamos voltar com os nossos filhos, com certeza. A estrutura, a organização, a energia das pessoas e a beleza dos parreirais chamaram muito a nossa atenção. Nós adoramos participar de corridas de rua, mas essa foi uma experiência única”, conta Francianne.

Osglauter também destacou a proposta diferente da prova. “Não é só uma corrida, você vive uma experiência. A pessoa que gosta de correr e gosta de natureza tem que vivenciar e, principalmente, quem também gosta de vinho. Pode vir participar, porque aqui é o lugar”, afirma.

Se para o casal pernambucano a edição marcou a estreia, para Rosa Gonçalves, de 44 anos, de Salvador (BA), a Corrida do Vinho já é uma velha conhecida. A baiana, que veio do segundo estado com maior número de participantes nesta edição, esteve na prova pela terceira vez e compartilhou a experiência com amigas.

“A corrida é uma experiência maravilhosa. Ela une duas paixões da minha vida. Eu gosto de corrida e sou apaixonada por vinho, então é uma união perfeita. Não tinha como eu faltar e ainda consigo celebrar isso com minhas amigas. Enquanto eu puder, estarei presente”, afirma Rosa.

Depois dos quilômetros percorridos entre os parreirais, a programação continuou na Vinícola Rio Sol com a tradicional Festa do Espumante. O pós-corrida reuniu os participantes em um momento de confraternização, com apresentações musicais, além de vinhos e espumantes servidos durante a programação.

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