Quem fala que sou estranho
É porque não conheçe o capibaribe!
Já andou de zepelin, ou sequer me viu nadar
Nada que os néons me mostrem não vi boiar entre as plumas do Cão
Fulano,cachorro,beltrano,um Feto...
Seja planta seja bixa seja um amor ou algo desumano
Quando quero saber o que ocorre em minha alma
Fecho a porta e transcendendo devoro-me
Experimentando de toda dor um pouco e claro me iludindo
Quero crer nas putas que fazem dos becos lares
Não me iludo com o futuro
O Demônio devora-me a cada instante
O tempo é um remédio pior do que a cura
E a cura do futuro é um instante desconhecido
A tudo ser sem escrúpulos
A tudo fenecer com crepúsculos
É o coringa da última rodada
Carta marcada áquem da razão
Na cadência de diferentes baques
Quem fala de mim tem tesão.
_Poema feito em homenagem a Wally Salomão e João cabral de Melo Neto
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